sábado, 5 de maio de 2012

1º de maio - curiosidades


   Em França, há o costume  de oferecer um raminho de "muguet", no 1º de Maio, uma forma de mostrar  afecto aos amigos e familiares. 

  Este costume é muito antigo, uma vez que parece ter sido iniciado por Carlos IX, no Renascimento.
   Com o início das celebrações do 1º de Maio, o lírio-do-vale também passou a estar muito ligado ao Dia dos Trabalhadores.
   O lírio-do-vale, que em algumas regiões portuguesas é conhecido com o nome de lágrimas de Nossa Senhora, é uma delicada e odorífera florinha branca que   marca o início da Primavera.
   Com interesse para a perfumaria e também como erva medicinal,  o "muguet" é tóxico, como acontece geralmente neste tipo de plantas.
O que não deixa de ser uma ironia por se tratar de uma flor que é um símbolo de felicidade (porte-bonheur)!


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Visita a Ayamonte



No passado dia 21, fomos ao “lado de lá”, para a anunciada visita guiada a Ayamonte.
Como puderam testemunhar as pessoas que lá estiveram, Ayamonte, para lá da tipicidade andaluza de um casario debruçado sobre o Guadiana, tem muito para ver.
Aqui fica um agradecimento afectuoso  aos Professores Antónia Sanchez e Enrique Arroyo que foram os nossos anfitriões e guias e nos surpreenderam com a revelação de uma cidade cheia de história, de luz e de arte.


Textos e fotos: MV


Casa Grande



 A Casa Grande foi construída em 1745 por Manuel Ribeiro González e por sua mulher, Joana Inocêncio Dias com dinheiro trazido das Índias Ocidentais.
A casa, com fachada de pedra conquífera, da zona de Cádiz, está construída à volta de um pátio com colunas em mármore de Tavira, apresentando, no seu conjunto, influências castelhanas e andaluzas. Entrando no átrio, à esquerda, pode ver-se sob um pavimento de vidro um magnífico conjunto de ânforas que terão sido usadas pelo rico mercador nas trocas comerciais com as Américas.
O edifício foi adquirido e restaurado recentemente pelo Ayuntamiento, que o transformou na actual Casa da Cultura, onde estão patentes, entre outras coisas, exposições temporárias, uma  colecção de cartazes do Carnaval Ayamontino e ainda uma excelente colecção de pintura.


Palácio dos Marqueses de Ayamonte



De autor desconhecido e de estilo barroco do séc XVIII, embora com origem renascentista, o Palácio dos Marqueses é um dos edifícios de maior relevância histórica no Condado de Niebla,  senhorio dos Gusmão, que se estendia até ao litoral ocidental.

Trata-se de um edifício de dois pisos, com duas zonas diferenciadas:
- Zona nobre, de planta quadrada, que se desenvolve à volta de um pequeno pátio. Na fachada exterior, de estrutura simples, está a entrada principal (com passagem para carruagens) que dá acesso a um amplo pátio onde está  a escada que conduz à parte alta.
- As Oficinas do Palácio, em dois espaços, um perpendicular e outro paralelo à zona nobre.

O palácio foi arrasado ao fracassar o Movimento Separatista Andaluz de 1641, tendo sido restaurado em 1789 para se converter num asilo.




Actualmente, o Palácio dos Marqueses é propriedade do pintor Florêncio Aguillera, que aí tem o seu atelier e que muito amavelmente nos abriu as portas para que pudéssemos admirar os fabulosos interiores e a magnífica colecção de objectos e obras de arte. 












Três Generaciones é o título do catálogo da exposição com início em Ayamonte e continuação em Sevilha, Madrid e Nova Iorque e que reúne trabalhos do pai (Rafael) e do filho (Chencho), além dos do próprio Florêncio Aguillera.


No Pátio de la Saboneria, realiza-se o Festival Internacional de Música de Ayamonte, em que já estiveram presentes muitos artistas de renome e cuja passagem está assinalada nos azulejos. 





         A nossa amiga e colaboradora, Prof Antónia Sanchez e Mestre Aguillera.



Igrejas de Ayamonte, um rico património








Parador: uma pausa para almoçar e conviver 





O Ecomuseo Molino del Pintado é um antigo moinho de maré que foi reconstruído graças à colaboração de várias pessoas que se voluntarizaram para criar este espaço educativo.

A Torre Canela


A Torre Canela  (finais do séc XVI) fazia parte de um conjunto defensivo de cerca de quarenta torres mandadas construir, ao longo da costa, por Filipe II, desde Gibraltar até à foz do Guadiana.  Comunicavam entre si por sinais de fogo ou fumo, prevenindo assim eventuais ataques de piratas ou outros invasores.





       O prof Enrique Arroyo que, na qualidade de  coordenador das Jornadas Históricas de Ayamonte, publicou vários estudos de que nos ofereceu alguns exemplares (disponíveis para consulta na nossa biblioteca). Obrigada, Professor!