domingo, 22 de abril de 2012

Passeio à Província de Huelva



Em março, realizou-se mais uma visita no âmbito do projeto transfronteiriço desenvolvido na zona do Baixo Guadiana Algarvio e da Província de Huelva. 
Huelva foi o ponto de encontro com o professor Dr josé Juan de Paz que, uma vez mais, se disponibilizou para estabelecer o programa e ser nosso guia.
Depois de uma visita ao Museu Pedagógico da Universidade de Huelva (de que daremos notícia mais pormenorizada noutro sítio), seguimos para Niebla, situada junto ao rio Tinto, a 32 km daquela cidade. Durante o trajeto, o Professor fez uma abordagem ao património histórico-artístico do Condado de Huelva.




Niebla é muito rica em monumentos de interesse histórico e nós visitámos alguns deles, sempre acompanhados pelas preciosas explicações do professor José Juan que, situando-nos na época, nos permitia “ver” vivências há muito desaparecidas.

 Vila medieval de Niebla 

  
 Falar da história desta vila é como comentar a história de toda a província de Huelva. Ainda antes de esta estar formada, em 1833, durante o reinado de Ibn Mahfuz, uniu-se na mesma “taifa” de Labia – Niebla – tudo o que hoje é parte da província de Huelva e até mesmo do Algarve, em Portugal. 
A sua localização geográfica permitiu tempos de esplendor na Ilipla Romana.A ponte sobre o Rio Tinto e números vestígios que foram descobertos ao longo de várias escavações arqueológicas evidenciaram este indício. 
Alguns exemplos são exibidos no Museu do antigo Hospital de Nossa Senhora dos Anjos, um edifício do séc. XVI e convertido hoje em Casa da Cultura. 

  

Texto: HGC
Fotos: Município de Huelva
           MV

Visita a Niebla II



Entrámos no recinto amuralhado pela porta do Socorro, junto à igreja de San Martin Deste templo pouco resta, visto o corpo da igreja ter sido derrubado em 1921, para satisfazer necessidades urbanísticas.               



Seguimos em direção ao Alcazar de los Guzmán, onde a Alcaide de Niebla teve a amabilidade de nos vir dar as boas vindas.
Este alcácer, que é talvez a obra mais importante dentro do género na Andaluzia, foi construído no sec. XV por Don Enrique de Guzmán, segundo Duque de Medina Sidonia e quarto Conde de Niebla. O terramoto de Lisboa de 1755 e, mais tarde, a ocupação francesa em 1812, afetaram gravemente o castelo que, apesar disso, pode
                                                      considerar-se em bom estado de conservação.




A visita terminou com a igreja de Nª Sª de la Granada e o hospital de Nª Sª de los Ángeles.
Já de saída da cidade, vimos a Ponte Romana, sobre o rio Tinto, e rumámos a El Rocio.


Texto: HGC
Fotos: MV




                                                                                       Foto: P Nogales


El Rocio é uma pequena aldeia situada a 15 Km de Matalascañas, na borda do Parque Nacional de Doñana. É uma povoação de pequenas casas brancas (casas, cujo arrendamento pelos cinco dias da romaria vale entre os 8 e os 12 mil euros!), com muita tradição, que rodeia a Ermida da Virgem del Rocio, onde mora a “Blanca Paloma”, nome que é dado a esta virgem.

Em todos os lugares públicos de El Rocio, existe, obrigatoriamente, uma imagem da Virgem.
As ruas e o largo da Ermida não são asfaltadas, são de terra, para facilitar a movimentação dos cavalos e respetivas carroças. É um lugar especial que merece uma visita.







“ Durante a Romería del Rocío, mais de um milhão de pessoas vêm até este lugar para venerar a Virgem, dando a esta aldeia um colorido espectacular. Segundo reza a lenda, esta Virgem apareceu neste local no século XIII”.

   
Texto:  HGC
Fotos:  MG ( passeio organizado pela ASSP em 2007)

Parque Nacional Donana




Para terminar a visita à zona sul da província de Huelva, dirigimo-nos para o Palácio del Acebrón, localizado na zona de proteção do Parque Nacional de Donãna.
No centro de visitantes La Rocina, fomos recebidos pela Dra. Amélia Castaño, especialista do parque, que orientou a visita ao Palácio del Acebrón (foto). O Palácio de Acebrón, com a sua exposição sobre os usos e técnicas tradicionais  em Doñana, está localizado na Área Protegida Arroyo de La Rocina, cerca de 7 km a noroeste do centro de visitantes A Rocina.
Este edifício foi construído por Luis Espinosa Fondevilla no início dos anos 60 como uma residência privada e de caça em estilo neo-renascentista e vale uma visita, por si só, juntamente com a  envolvente paisagística que se pode admirar no terraço de cobertura. 
É certamente um dos lugares a que não se pode faltar numa visita a Doñana!




História e curiosidades
Após a expulsão dos árabes no século XIII, o Rei Afonso X inicia a cristianização do território e a construção das primeiras ermidas. É durante o século XV, com a organização do território pelo domínio senhorial, que começam os primeiros limites e coutos (privados), assim como a interdição de actividades que prejudiquem a caça na região. O nome hoje conhecido de Donãna deve-se à construção por parte do sétimo duque Medina-Sidonia de um palácio para a sua esposa, Dona Ana Gómes de Mendoza e Silva, no interior do monte. Com o tempo, estas terras, bastante ricas em caça, começam a ser conhecidas como o bosque de Doña Ana, o couto de Doña Ana, etc., até ao nome actual Doñana. O interesse científico e natural pela região de Doñana tem início durante o século XIX e durante o XX são introduzidas espécies animais, plantam-se pinheiros e organizam-se montarias de caça de forma sistemática. Em 1940 é constituída a Sociedade Cinegética del Coto del Palácio de Doñana. A riqueza faunística das terras de Doñana começa a atrair cada vez mais ornitólogos de vários cantos do mundo, que lançam a proposta de internacionalizar esta enorme propriedade. É o começo de uma consciência conservacionista a nível internacional que vai levar à aquisição, em 1963, de cerca de sete mil hectares por parte do Estado espanhol, juntamente com o World Wildlife Fund (WWF). Estava dado o primeiro passo para a criação da Reserva Biológica de Doñana, que seis anos depois se transforma em parque nacional. Hoje, com várias figuras internacionais de protecção (Reserva da Biosfera, Património da Humanidade, etc.), o Parque Nacional de Doñana é uma referência a nível internacional, que se traduz nos largos milhares de visitantes que anualmente acolhe. 


Nota gastronómica: no restaurante Toruño serviram uma "mostrenca a la brasa", que é uma especialidade local. A mostrenca é uma raça de gado autóctone de Donana.


Texto: HGC
Fotos:  MV

domingo, 15 de abril de 2012

Sagração da Primavera no Barrocal Algarvio



Realizou-se ontem, por iniciativa da Associação Almargem, um passeio pelo campo, no Barrocal, para observar e identificar espécies da respectiva flora (com destaque para as orquídeas), sob a orientação do Dr. Rosa Pinto.
A chuva que caiu durante alguns minutos contribuiu para que as flores que fomos descobrindo se apresentassem em todo o seu esplendor de frescura, fragilidade e beleza.
Embora o vídeo que introduz esta mensagem não se reporte, como é óbvio, à zona visitada, tem a ver com o imaginário primaveril e a música pode acompanhar o visionamento das flores que, essas sim, são mesmo as que vimos ontem no Barrocal.

Texto e fotos: MV










sábado, 14 de abril de 2012

Centenário do fotógrafo Robert Doisneau



Robert Doineau, nascido a 14 de Abril de 1912, em Gentilly, noa arredores de Paris, ficou conhecido por retratar o modo de vida parisiense.
Licenciado em litografia, começou a trabalhar como fotógrafo industrial e de publicidade, em 1934, na fábrica da Renault, em Billancourt. No entanto, acabou demitido por faltar ao trabalho, perdido em frequentes deambulações para, com humor e empatia, registar a vida social e os ambientes quotidianos de Paris e arredores.
Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu o exército francês e trabalhou para a resistência francesa. Em 1944 assinou um contrato com a revista Vogue, para a qual trabalhou até 1952.
Em 1950, realizou uma reportagem sobre jovens apaixonados em Paris para a revista Life Magazine. Neste trabalho foi obtida uma das imagens mais famosas da história da fotografia, "O Beijo do Hotel de Ville", o retrato de um casal de jovens apaixonados (Françoise Bornet e Jacques Carteaud), a beijarem-se, indiferentes ao que os rodeia, em frente ao Palácio da Câmara Municipal.
Apesar do inegável valor documental das suas obras, Robert Doineau nunca permitiu que fizessem dele um historiador da capital frances, afirmando, uma vez, "fui uma falsa testemunha da minha época".
Faleceu em Paris, em 1 de Abril de 1994.

Texto: M.J.R.
(Adaptado de http://mundo-dafotografia.blogspot.com/)