sábado, 14 de abril de 2012

Centenário do fotógrafo Robert Doisneau



Robert Doineau, nascido a 14 de Abril de 1912, em Gentilly, noa arredores de Paris, ficou conhecido por retratar o modo de vida parisiense.
Licenciado em litografia, começou a trabalhar como fotógrafo industrial e de publicidade, em 1934, na fábrica da Renault, em Billancourt. No entanto, acabou demitido por faltar ao trabalho, perdido em frequentes deambulações para, com humor e empatia, registar a vida social e os ambientes quotidianos de Paris e arredores.
Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu o exército francês e trabalhou para a resistência francesa. Em 1944 assinou um contrato com a revista Vogue, para a qual trabalhou até 1952.
Em 1950, realizou uma reportagem sobre jovens apaixonados em Paris para a revista Life Magazine. Neste trabalho foi obtida uma das imagens mais famosas da história da fotografia, "O Beijo do Hotel de Ville", o retrato de um casal de jovens apaixonados (Françoise Bornet e Jacques Carteaud), a beijarem-se, indiferentes ao que os rodeia, em frente ao Palácio da Câmara Municipal.
Apesar do inegável valor documental das suas obras, Robert Doineau nunca permitiu que fizessem dele um historiador da capital frances, afirmando, uma vez, "fui uma falsa testemunha da minha época".
Faleceu em Paris, em 1 de Abril de 1994.

Texto: M.J.R.
(Adaptado de http://mundo-dafotografia.blogspot.com/)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água

Mais um dia que não podemos deixar passar.
Hoje, dia 22 de Março, celebra-se o Dia Mundial da Água, que é comemorado desde 22 de Março de 1993, sempre subordinado a uma temática diferente.
2012 propõe-nos para debate e reflexão "A água e segurança alimentar".

Dia da Árvore


Quando os dias são ricos em comemorações...
Vimos hoje preencher uma lacuna nos comentários publicados ontem: o dia 21 de março também é o Dia da Árvore.
Aproveitemos as efemérides para refletir um pouco sobre as coisas que são realmente importantes e sobre a maneira como inspiraram alguns criadores.

No Dia da Árvore, um soneto de Camões


Árvore, cujo pomo, belo e brando,

natureza de leite e sangue pinta,

onde a pureza, de vergonha tinta,

está virgíneas faces imitando;



nunca da ira e do vento, que arrancando

os troncos vão, o teu injúria sinta;

nem por malícia de ar te seja extinta

a cor, que está teu fruito debuxando.



Que pois me emprestas doce e idóneo abrigo

a meu contentamento, e favoreces

com teu suave cheiro minha glória,


se não te celebrar como mereces,

cantando-te, sequer farei contigo
doce,
nos casos tristes, a memória.

Velhas Árvores, de Olavo Bilac



Estas velhas árvores, mais belas

Do que as árvores novas, mais amigas:

Tanto mais belas quanto mais antigas, 

Vencedoras da idade e das procelas... 


O homem, a fera, e o insecto, à sombra delas

Vivem, livres de fomes e fadigas; 

E em seus galhos abrigam-se as cantigas 

E os amores das aves tagarelas. 



Não choremos, amigo, a mocidade! 

Envelheçamos rindo! envelheçamos 

Como as árvores fortes envelhecem: 



Na glória da alegria e da bondade, 

Agasalhando os pássaros nos ramos, 

Dando sombra e consolo aos que padecem!

Ainda o Dia Internacional da Poesia


Uma nota só, para chamar a atenção para a caixa de comentários da nossa mensagem de ontem, a propósito do Dia Internacional da Poesia.
Trata-se de um poema que Ramos Rosa dedicou a José Afonso e é indispensável ler.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Internacional da Poesia

A poesia nasceu ligada à música e a sua função primordial era perpetuar na memória coletiva os factos relevantes e os valores que organizavam a vida de uma comunidade.
Decorridos vinte e cinco anos sobre a morte de José Afonso, prestamos aqui uma homenagem ao poeta que, como nos tempos iniciais, ligou a palavra à música, deixando gravados na nossa memória os valores que nortearam a sua vida.